Talvez falar na primeira pessoa realmente não deva ser a melhor opção, mas como não usar o “Eu”, diante de um assunto que quero eu mesma retratar?
O nordeste é tudo e muito mais que os que tiveram o prazer de conhecer relatam e não é nem 1/3 dos pré-conceituosos que nunca lá pisaram.
O nordeste brasileiro não possui as mais belas, limpas e quentes praias, o nordeste possui as mais belas e hospitaleiras pessoas.
Nasci no Paraná e não me envergonho disso, mas vivi por 5 anos em Recife e foi lá que conheci as pessoas mais generosas de minha vida.
Uma grande amiga me disse uma vez que tenho alma Pernambucana e hoje sinceramente acredito que realmente já vivi lá.
Tive o privilégio de ter meu 1º filho em Recife e ensino a ele desde pequeno a se orgulhar de onde nasceu, porque desde que voltamos ao sul tenho encontrado pessoas que mesmo instruídas possuem péssimas ideias de uma região tão nobre e rica como o meu nordeste.
É vergonhoso admitir, mas é a realidade! Brigar e defender por pouco não se tornou hábito, por isso quando conheço alguém já me apresento como pernambucana de coração e logo vou dizendo que se quiser perder minha amizade é falar mal do meu povo, afinal meu filho é nordestino!
No fundo também não quero que o os nordestinos falem mal dos sulistas, porque no início também sofri lá por causa do meu sotaque, afinal “porrrta” não se ouvia por lá, mas ao contrário daqui isso em seguida era resolvido.
Vivi e vivi muito. Foi em Recife que iniciei todas minhas conquistas e foi lá que ganhei o maior presente de Deus que foi Ygor.
Se tive que voltar ao sul também foi vontade divina, mas se Deus ouvir minhas vontades me devolverá para lá para que meus últimos suspiros e olhar seja naquela terra que tanto me acolheu e que tantas alegrias me trouxe... e que as tristezas fiquem somente na minha insistente memória.
quinta-feira, 29 de abril de 2010
segunda-feira, 1 de março de 2010

Muitas vezes pensava que como era louco alguém assistir tantas vezes um mesmo filme, mas o que na época eu não sabia o quanto maravilhoso é quando você vê na tela algo que você se identifica, se emociona, se transfere.
É assim com Sex and the City, seja nos inúmeros episódios, seja no filme tão esperado.
Parece bobagem, parece até imaturidade, mas ali eu me vejo, me reconheço em tantos episódios da minha própria história. Já fui Carrie, Samantha, Charlotte e mesmo não gostando nada, já fui também Miranda.
Cada ano, cada idade, cada romance, cada crise, cada alegria, cada tristeza...enfim, no fundo toda mulher é ou foi um pouco cada uma delas.
Hoje sou mais Charlotte, casada, feliz, com filho e duvidando de vez em quando se essa felicidade toda é real, afinal, tanta gente diz que ela não existe!
Deixei muito meu lado Carrie, quase não escrevo, parei de pensar em um dia escrever um livro, enfim...abandonei meu sonho, minha fantasia. Nem sequer leio como antes, ou estudo como antigamente.
Existem dias me vejo sem identidade e duvido até do que eu sou!
Mudei de profissão ou abandonei a que eu amava? Abandonei ou fugi por não me julgar tão boa quanto pensava? Será que o medo dessa verdade me fez correr para não saber a verdade?
E hoje? Sou mesmo boa no que faço atualmente ou os elogios são falsos?
Quantas vezes também me achei incapaz e quis desistir, entretanto essa opção não era válida, ainda.
Será que querer mudar de novo não seria mais uma fuga para deixar uma coisa incompleta por eu temer não conseguir terminar com êxito?
Não sei. Na verdade sei tudo e nada ao mesmo tempo.
Agora, neste momento sei que queria ser escritora, ter obras publicadas, mas sequer tenho em mente se escreveria um romance, se tentaria escrever artigos para uma revista ou jornal ou se isso tudo não passa de fantasia da cabeça de uma menina de 32anos que entra na TV e acha que tudo o que vê ali pode trazer para seu mundo.
Mas como já dizia o poeta "Sonhar não custa nada".
Será?
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Maturidade
Um dia você acorda e percebe de que não é mais a mesma.
Os anos não lhe trouxeram apenas linhas de expressão, kilos a mais e etc, o que mudou vai muito além da aparência. Na verdade você não percebe isso num simples abrir de olhos, você vai se conhecendo, ou melhor, se reconhecendo, aos poucos, a cada atutude que você toma e se recorda de que anos atrás você não agiria assim.
E como é fantástica essa sensação, de se sentir mais mulher, mais forte, dona de si e sem aqueles medos todos, sem se preocupar tanto em agradar sempre!
A ingenuidade infelizmente persiste um pouco, ainda crê que todos a amam, a admiram e que todas as amizades são leais, mas também ser cética demais talvez não lhe permitiria ser tão feliz.
É preciso sim acreditar, confiar, se entregar...
E a cada tombo saber que levantar-se é o ato mais corajoso e nobre, reconheça isso os outros ou não.
Os anos não lhe trouxeram apenas linhas de expressão, kilos a mais e etc, o que mudou vai muito além da aparência. Na verdade você não percebe isso num simples abrir de olhos, você vai se conhecendo, ou melhor, se reconhecendo, aos poucos, a cada atutude que você toma e se recorda de que anos atrás você não agiria assim.
E como é fantástica essa sensação, de se sentir mais mulher, mais forte, dona de si e sem aqueles medos todos, sem se preocupar tanto em agradar sempre!
A ingenuidade infelizmente persiste um pouco, ainda crê que todos a amam, a admiram e que todas as amizades são leais, mas também ser cética demais talvez não lhe permitiria ser tão feliz.
É preciso sim acreditar, confiar, se entregar...
E a cada tombo saber que levantar-se é o ato mais corajoso e nobre, reconheça isso os outros ou não.
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Vampiros
Crepúsculo foi o único filme que assisti até agora, estou esperando a febre das fãs adolescentes passar para enfim ir ao cinema ver Lua Nova. Sei que não sou mais adolescente, mas de tanto ouvir falar decidi assistir ao DVD e assim já me interessei pelo novo filme.
Entretanto qdo decidi escrever sobre esse filme, o que me passou pela cabeça foi a lembrança de que sempre que eu via ou lia algo sobre vampiros eu me via tentada a querer ser um deles. Essa coisa de ser eterno, não envelhecer e ser belo, sim, porque os vampiros sempre são belos; me seduzia de uma forma quase inexplicável!
E ao ver Crepúsculo também me senti menina de novo, me vi de repente sentindo falta da paixão, daquele desejo escondido, contido, da emoção dos primeiros beijos...
Os anos passam, as relações se tornam estáveis, duradouras e isso é bom, mas nem sempre existe o encantamento, o descobrimento...
No auge dos meus 32 anos, quis eu ali voltar aos meus 16, na verdade 20, e talvez poder desfrutar de todos aqueles sentimentos loucos e deliciosos que uma nova paixão nos trás, porque ser apaixonada pelo mesmo homem há 11 anos é ótimo, mas fantasiar que está se apaixonando de novo é melhor ainda.
Entretanto qdo decidi escrever sobre esse filme, o que me passou pela cabeça foi a lembrança de que sempre que eu via ou lia algo sobre vampiros eu me via tentada a querer ser um deles. Essa coisa de ser eterno, não envelhecer e ser belo, sim, porque os vampiros sempre são belos; me seduzia de uma forma quase inexplicável!
E ao ver Crepúsculo também me senti menina de novo, me vi de repente sentindo falta da paixão, daquele desejo escondido, contido, da emoção dos primeiros beijos...
Os anos passam, as relações se tornam estáveis, duradouras e isso é bom, mas nem sempre existe o encantamento, o descobrimento...
No auge dos meus 32 anos, quis eu ali voltar aos meus 16, na verdade 20, e talvez poder desfrutar de todos aqueles sentimentos loucos e deliciosos que uma nova paixão nos trás, porque ser apaixonada pelo mesmo homem há 11 anos é ótimo, mas fantasiar que está se apaixonando de novo é melhor ainda.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Dúvidas e incertezas
Bom seria mesmo se a gente tivesse controle sobre tudo o que acontece em nossas vidas, em ter controle de tudo o que irá acontecer amanhã e depois de amanhã, mas mesmo não tendo esse controle somos capazes de controlar nossos atos, a forma como agimos com as outras pessoas.
Há tanta coisa a ser dita e eu não entendo porque sempre eu sou a errada, porque sempre eu sou a pessoa quem deve calar, aceitar, facilitar...
Sou imperfeita assim como todos são, mas ao contrário de muitos procuro hoje me orgulhar mais do que faço, tento acertar mais e errar menos, tento a cada dia amadurecer, agir como uma mulher mais sensata, como uma mãe mais responsável, entretanto ainda resta muito em mim daquela menina ansiosa, mimada e medrosa, porém mereço algum crédito por essas minhas tentativas de melhora não?
Engano, como a gente se engana!
Mas a vida é assim cheia de surpresas. Como queria ter uma bola de cristal para ter certeza de qual caminho seguir e enfim poder dormir tranquila sem temer o amanhecer do dia seguinte.
Há tanta coisa a ser dita e eu não entendo porque sempre eu sou a errada, porque sempre eu sou a pessoa quem deve calar, aceitar, facilitar...
Sou imperfeita assim como todos são, mas ao contrário de muitos procuro hoje me orgulhar mais do que faço, tento acertar mais e errar menos, tento a cada dia amadurecer, agir como uma mulher mais sensata, como uma mãe mais responsável, entretanto ainda resta muito em mim daquela menina ansiosa, mimada e medrosa, porém mereço algum crédito por essas minhas tentativas de melhora não?
Engano, como a gente se engana!
Mas a vida é assim cheia de surpresas. Como queria ter uma bola de cristal para ter certeza de qual caminho seguir e enfim poder dormir tranquila sem temer o amanhecer do dia seguinte.
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Egoísmo
É muito fácil ver a vida passar, os problemas chegarem e dizer que é muito ocupado(a) para parar para pensar, para discutir e resolver juntos qualquer que seja a situação.
Delegar deve ser mesmo a mais fácil de todas as tarefas, até porque quase ninguém sabe que não basta só delegar é necessário também acompanhar todo o processo.
Isso vale para nossa vida profissional e também pessoal, será que é tão difícil entender?
Tem momentos que cansa esperar uma atitude, um apoio e quando a pessoa cansa e abre a boca p/ dizer o que pensa, vê um olhar de espanto, de recriminação, de quase desprezo...
Quantas vezes ouvi dizer que os que suicidas são covardes, eu talvez não chegaria a tanto, mas que muitas vezes a vontade de desaparecer é grande, isso é. Entretanto como isso não é possível sem ter que viver a vida diariamente como ela realmente é, a gente respira fundo, toma um banho e continua a se enganar, a fingir por mais uma ou duas semanas que os problemas não existem e esperando que um milagre aconteça e tudo se resolva por si só.
E não é que algumas vezes essa tática dá certo?
Pena eu ser assim como sou, imediatista, ansiosa e complicadíssima.
Delegar deve ser mesmo a mais fácil de todas as tarefas, até porque quase ninguém sabe que não basta só delegar é necessário também acompanhar todo o processo.
Isso vale para nossa vida profissional e também pessoal, será que é tão difícil entender?
Tem momentos que cansa esperar uma atitude, um apoio e quando a pessoa cansa e abre a boca p/ dizer o que pensa, vê um olhar de espanto, de recriminação, de quase desprezo...
Quantas vezes ouvi dizer que os que suicidas são covardes, eu talvez não chegaria a tanto, mas que muitas vezes a vontade de desaparecer é grande, isso é. Entretanto como isso não é possível sem ter que viver a vida diariamente como ela realmente é, a gente respira fundo, toma um banho e continua a se enganar, a fingir por mais uma ou duas semanas que os problemas não existem e esperando que um milagre aconteça e tudo se resolva por si só.
E não é que algumas vezes essa tática dá certo?
Pena eu ser assim como sou, imediatista, ansiosa e complicadíssima.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Não há como te explicar
Há muito tempo não escrevo, pois bem, hoje senti vontade não só de pensar como também de transcrever meus sentimentos.
Imagino muito o que pensam de mim, mas sei bem também como sou realmente.
Não sei consolar, dar apoio como talvez esperam de mim e percebo esse meu defeito, só sei amar e dizer que amo, e amar desse meu jeito, esse meu tão estranho jeito.
Falar, falar e falar talvez não seja suficiente, convincente, mas é assim que consigo, na hora de agir sou muitas vezes distante, egoísta, enfim...
Acho que não há mais muito o que dizer, não há como explicar o quanto realmente eu sinto, me preocupo, sofro e ao mesmo tempo acredito, tenho fé, esperanças...
É; definitivamente não há.
Imagino muito o que pensam de mim, mas sei bem também como sou realmente.
Não sei consolar, dar apoio como talvez esperam de mim e percebo esse meu defeito, só sei amar e dizer que amo, e amar desse meu jeito, esse meu tão estranho jeito.
Falar, falar e falar talvez não seja suficiente, convincente, mas é assim que consigo, na hora de agir sou muitas vezes distante, egoísta, enfim...
Acho que não há mais muito o que dizer, não há como explicar o quanto realmente eu sinto, me preocupo, sofro e ao mesmo tempo acredito, tenho fé, esperanças...
É; definitivamente não há.
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