quinta-feira, 11 de agosto de 2016

De novo escolhas...

O que são as escolhas? O que elas representam? O que elas te definem?
Desde bebê você faz escolhas, só que nesta fase elas não te definem, afinal pode-se dizer que na maioria das vezes você não decide nada sozinho. Já na adolescência, o  mundo muda de figura e você passa a decidir muito mais coisas, desde o que vestir, músicas que quer ouvir e quais conselhos seguir...
Então paramos aí. Conselhos!
E lá se passam os anos e você se dá conta de que os tais "conselhos" nada mais eram coisas que alguém queria ou não ter feito, e de que, na maioria das vezes, em nada estavam diretamente ligados a você!
Pronto, fez-se o caos! Você resolve não só fazer o que quer como também mesclar os tais conselhos e o resultado que se tem é uma tremenda overdose de atitudes desconexas.
Mas; a adolescência se vai e junto vem a juventude em que nada se difere e de repente a idade madura chega, porém quem foi que disse que existe maturidade dentro de você?
Sim, pois com ela vem também as responsabilidades, mas não era essa tal de responsabilidade que carregava nas costas desde a adolescência?
Não era lá atrás que iniciou os trabalhos em meio período, dividindo com os estudos, com o inglês, com os cuidados com o irmão caçula, com os afazeres da casa?
Ahhhhhh, claro que não.
Doce ilusão
Maturidade e responsabilidade só eram levadas em conta depois de determinada idade.
" Quem dela antes usufruísse mal paga dela saísse".
Pois bem, se foi escolha sua ou não, sua vida estava escrita. Amadureceu e trabalhou desde cedo.
Por muitos anos acreditou que isso te valorizaria, te acrescentaria, e olhe, por um tempo até ajudou mesmo; entretanto hoje nada faz diferença...
O que define hoje são suas escolhas atuais, sua definição de como agir em determinado conflito, em como finalizar uma venda, um contrato, enfim... Hoje você é um número, nada além disso.
Não importa sua pós, seu MBA, etc, se você não trouxer números nada mais importa!
Esta é a escolha das empresas quando olham para você;mas e você como quer ser olhado, definido?
Você acha mesmo que tem escolha?

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Mães! Como Voltar?

Toda mulher que já foi mãe já deve ter se deparado com algum tipo de dificuldade ao voltar ao mercado de trabalho após a maternidade. Porém, os níveis de dificuldades variam de acordo com o tempo que ela escolheu se "ausentar". Se foi pelos meses da licença maternidade, a readaptação ao grupo, aos afazeres, ao sentir-se útil de novo para a antiga equipe, sem sentir-se menos mãe em sua ausência em casa, são alguns exemplos; entretanto, para aquelas que optam "ficar" mais tempo em casa e depois de 2 ou 3 anos retornar ao mercado, a luta é outra, bem diferente. O mercado não valoriza esse "tempo perdido" na vida de uma mulher, mas o "ano Sabático" masculino sim. Claro, tirar um ano para fazer o que quiser da vida, seja conhecer novas culturas, se dedicar mais ao esporte radical, ou qualquer coisa do tipo é muito bem visto, principalmente no mundo masculino, mas parar para se dedicar a um filho e à família quase parece um crime. Não, não é exagero. Até mesmo quando a mulher decide trocar de emprego, ou tenta empreender para ter mais tempo e depois quer voltar para o mercado em qual antes atuava, existe muita dificuldade. Para elas não existe arrependimento, nova tentativa, retorno... Se decidiu assim, a decisão deve ser permanente. Parece radical demais? Bom seria se não fosse a realidade vivida por muitas. Ser mãe e ser profissional não deveria necessitar de tantas escolhas, de tantas provações. Enquanto tantos levantam a bandeira da igualdade, não vejo tal necessidade, não precisa ser igual, apenas não ser tão, tão desigual assim como hoje e sempre!

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Curiosidade mórbida

Na onda atual do whatsapp, não é raro nos depararmos com vídeos de crimes reais circulando pela rede. Mas o que leva as pessoas a olharem tais vídeos? E mais, o que as levam a passar adiante? Há pouco tempo a febre era os vídeos pornôs, o que em minha opinião são tão repugnantes quanto, logo depois vieram as fotos de pessoas assassinadas, suicídios, e agora são os tais vídeos!!! Inadmissível e incompreensível. As pessoas que cometem tais crimes parecem ter a certeza da impunidade já que além de filmar tais atrocidades repassam as imagens, mesmo sabendo que não existe poder de coibir as inúmeras reproduções. Entretanto, o que poucos sabem é que receber um vídeo desse teor não é crime, porém, se o mesmo se tratar de nu ou algo pior envolvendo criança ou adolescente; armazenar ou retransmitir tal conteúdo caracteriza sim em crime. Outro ponto curioso é que antes imaginava-se que apenas homens tinham interesse nesses conteúdos, mas as mulheres, apesar de minoria, também estão dentro desse grupo que chamo de "curiosos mórbidos". Não dá para comparar as pessoas que gostam das inúmeras séries americanas que tratam de crimes, com aquelas que curtem essas postagens, uma vez que no primeiro cenário é ficção e no segundo é pura e duramente a realidade. Mesmo tais séries mostrarem muito da realidade, a crueldade e frieza dos assassinos em série, serem ricas em detalhes; continua sendo ficção e não dá para considerar "doente" alguém que as assista, já os demais... Fica por seu julgamento. Está aí outra coisa que não há como nunca fazer na vida, julgar os outros, mas isso é tema para outro post!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Apostas e más escolhas

Na vida é muito fácil as pessoas acharem responsáveis por seus fracassos, por suas desistências, pelas suas faltas de competências, por suas más escolhas... Porém, é muito difícil admitir isso tudo. Eu fiz más escolhas, eu desisti de minha profissão e hoje não há mais como voltar. Eu desisti de um emprego ótimo para empreender, depois desfiz minha sociedade por imaturidade, depois desisti de um novo empreendimento por falta de paciência, enfim... Quando olho para trás vejo que só dei passos errados e hoje custo a me reencontrar no caminho certo. Eu, no meu íntimo, sei de todos os meus erros e muitas vezes admito aos outros, mas às vezes me vejo obrigada a mascarar, a mentir, entretanto de repente caio em contradição pelo simples fato de que não tenho vergonha de contar onde falhei, mas tenho vontade de contar sim de todas as vezes que acertei, que foram inúmeras vezes mais!!! Mas ninguém ouve os seu sucessos do passado, vale mais hoje o seu insucesso; como se a vida fosse um jardim de flores belas, nunca murchas. Ando tão cansada, esgotada, que talvez me boicote na próxima entrevista, onde não me vejo mais floriando minhas experiências e sim contando a verdade. A verdade é que fui extremamente boa, arrisquei, apostei e... não perdi a aposta, somente não me identifiquei e quero voltar a fazer o que fazia ou até arriscaria a fazer mais, resta saber se o mercado está disposto a apostar.

E a inspiração se foi

E a inspiração se foi quando eu estava a digitar sobre um texto e quis escrever a palavra "exatamente" e o corretor me disse que a palavra estava errada. Como me preocupo muito com isso, óbvio, coloquei a palavra "exato" e ele continuou dizendo que estava errado. Perguntei-me: ou estou ficando burra ou tudo na língua portuguesa mudou e nem me avisaram!! Fui procurar no dicionário, mas quando vi que eu estava certa e voltei a escrever nem lembrava mais sobre o que eu queria tratar!!!!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Ligações Perigosas

Sempre que assisto a algo realmente bom e intrigante, penso que o melhor é eu assistir mesmo sozinha, pois assim posso sorrir, chorar, suspirar, enfim, me entregar, entrar na história e fantasiar sem falsas barreiras. A mente do ser humano deve ser livre e a TV está aí para ajudar a quem vive preso. Não há pecado, não há julgamentos... Deliciar-se com uma trama tão bem elaborada, sensual sem ser depravada, é algo que eu como mulher admiro. É tão interessante de repente me ver torcendo pelo "vilão ou vilã", já que na vida real tais "personagens" quero demasiada distância. Em resumo, são poucos os momentos, mas são imensamente gratificantes, quando me sinto assim, livre, contente... entrar numa estória que não é minha, mas que por alguns minutos me transporto para ela e me entrego às mesmas sensações, medos, maldades, desejos...

terça-feira, 16 de junho de 2015

Hipocrisia e liberdade de expressão

Depois da onda das redes sociais ficou muito visível a hipocrisia das pessoas. Se você tirar um tempinho para olhar os posts de alguns "amigos" de velha data poderá notar como muitos parecem ter "esquecido" do passado e passam a criticar, muitas vezes apedrejar certas atitudes de terceiros. É muito fácil hoje opinar acerca de tudo, política, religião, sexo, opção sexual, educação, animais, etc etc; mas o que não é fácil é aceitar opiniões contrárias não é mesmo? Falam tanto em liberdade de expressão e tal, porém o que me preocupa é o que vem a ser realmente essa tal liberdade, porque o que vejo é cada um destilando virtualmente suas "opiniões" sem pensar nas consequências, no quanto isso fere o outro. Liberdade pra mim não é você dizer que o homossexualismo é uma aberração, uma doença e muito menos ver Jesus Cristo sendo ridicularizado na parada gay; nem tampouco expor nas campanhas políticas casos íntimos de certo candidato ou pasmem, lançar nota de falecimento do Jô Soares porque ele entrevistou a presidente! A questão toda é que nunca houve respeito, a liberdade de expressão nunca existiu porque o ser humano simplesmente não sabe aceitar opiniões contrárias às suas, mas vergonhoso mesmo é ver que hoje as redes sociais estão aí para dizimar de tudo o que é de ruim ou bom, tudo vai depender da sua "opinião"!! (a redundância da palavra opinião foi proposital nesse texto)