Houve um tempo onde as pessoas quando se aproximavam de outras faziam disso laços resistentes, onde nem o tempo ou a distância fossem capazes de desfazer.
Nessa época, cerca de 30 ou 40 anos atrás, as amizades eram mais verdadeiras, mais duradouras, menos frágeis, onde um pequeno mal entendido não destruía o respeito e a admiração existente.
Amizade era palavra levada a sério, as pessoas eram verdadeiramente companheiras, confidentes; os anos passavam, cada um podia até tomar um rumo diferente do outro, mas havia ainda os encontros, os jantares, os telefonemas, as cartas...
Hoje mesmo com tamanha tecnologia as pessoas não conseguem manter proximidade semelhante, o egoísmo impera, o trabalho consome e não resta tempo para lembrar e muito menos se preocupar com aquela pessoa que um dia você julgou tão especial.
Hoje, quando o telefone toca em hora imprópria as pessoas enrugam a testa, muitas vezes os e-mails não são respondidos e as chamadas no MSN ignoradas...
As pessoas se sentem melhor sozinhas, mas quando um problema as afligem até recordam de alguns nomes, entretanto falta coragem para manter contato e pedir um ombro amigo.
São poucos os que te consideram e que você pode retribuir tal sentimento, o amigo sincero está escasso porque o mundo se transformou em uma velocidade incrível e o ser humano se deixou levar pela frieza das máquinas esquecendo que dentro de si corre sangue quente e que melhor que um agasalho no inverno é um abraço amigo e sincero num momento de dor e sofrimento.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Somos bons ou ruins? Há como saber?
Há uma maneira de descobrir verdadeiramente quem você é?
Os limites que nos impomos, as regras que seguimos, permitem sermos quem realmente somos?
A sociedade possui uma falsa moral, onde diversas atitudes não são bem vistas, entretanto sabemos que às escondidas todos mantêm comportamentos nada respeitáveis ou dignos.
Não há como negar, todos erram, tomam decisões nem sempre aprovadas pela maioria, mas o que fazer quando agimos assim e somos descobertos?
Bem, se seguirmos o exemplo de nossos políticos negamos, não assumimos a culpa, assim também o fazem os homens com suas esposas, os filhos com seus pais. Atitude essa compreensiva, afinal negar é bem mais fácil que confessar e responder as conseqüências.
Mas em nosso íntimo, há como descobrir se somos mesmo bons ou ruins? Já que todo ser humano carrega dentro de si um misto de bondade e crueldade?
Bem provável que definitivamente tal pergunta fique sem resposta clara, uma vez que indiscutivelmente seremos bons e maus sempre, variando apenas as questões e se, ao termos pensamentos não tão bondosos levaremos ou não adiante, até porque quem é que nunca pensou em revidar aquela rasteira? Alguém tem coragem de dizer que não?
Os limites que nos impomos, as regras que seguimos, permitem sermos quem realmente somos?
A sociedade possui uma falsa moral, onde diversas atitudes não são bem vistas, entretanto sabemos que às escondidas todos mantêm comportamentos nada respeitáveis ou dignos.
Não há como negar, todos erram, tomam decisões nem sempre aprovadas pela maioria, mas o que fazer quando agimos assim e somos descobertos?
Bem, se seguirmos o exemplo de nossos políticos negamos, não assumimos a culpa, assim também o fazem os homens com suas esposas, os filhos com seus pais. Atitude essa compreensiva, afinal negar é bem mais fácil que confessar e responder as conseqüências.
Mas em nosso íntimo, há como descobrir se somos mesmo bons ou ruins? Já que todo ser humano carrega dentro de si um misto de bondade e crueldade?
Bem provável que definitivamente tal pergunta fique sem resposta clara, uma vez que indiscutivelmente seremos bons e maus sempre, variando apenas as questões e se, ao termos pensamentos não tão bondosos levaremos ou não adiante, até porque quem é que nunca pensou em revidar aquela rasteira? Alguém tem coragem de dizer que não?
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
Vigilante culpado?
Imagine você, dono de uma escola particular que possui uma arma adquirida de forma ilegal.
No intuito de garantir a segurança dos alunos resolve contratar um vigilante, entretanto contrata alguém sem as qualificações para o cargo. É então que você decide entregar a ele seu revólver, porém o funcionário não possui autorização para portar arma de fogo!
Já no primeiro dia de aula há uma invasão na escola e durante luta corporal entre bandido e vigilante a arma dispara ferindo três alunos, onde um deles chega a falecer.
Eis a pergunta, de quem é a real culpa?
No mínimo de ambos, porém não é o que foi noticiado, apenas o vigilante foi preso e será acusado de homicídio e porte ilegal de arma.
Não o eximo de sua responsabilidade, porém acredito que mais pessoas deveriam ser julgadas nesse caso, entretanto cada vez menos vemos a justiça sendo aplicada corretamente, algo que choca e revolta.
Sem mais comentários....
No intuito de garantir a segurança dos alunos resolve contratar um vigilante, entretanto contrata alguém sem as qualificações para o cargo. É então que você decide entregar a ele seu revólver, porém o funcionário não possui autorização para portar arma de fogo!
Já no primeiro dia de aula há uma invasão na escola e durante luta corporal entre bandido e vigilante a arma dispara ferindo três alunos, onde um deles chega a falecer.
Eis a pergunta, de quem é a real culpa?
No mínimo de ambos, porém não é o que foi noticiado, apenas o vigilante foi preso e será acusado de homicídio e porte ilegal de arma.
Não o eximo de sua responsabilidade, porém acredito que mais pessoas deveriam ser julgadas nesse caso, entretanto cada vez menos vemos a justiça sendo aplicada corretamente, algo que choca e revolta.
Sem mais comentários....
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Desemprego x Indignação
Os noticiários anunciam a queda do desemprego no Brasil e o que é melhor, muitos trabalhadores saíram da informalidade para atuarem com a carteira assinada. Isso é algo a ser comemorado, mas o que impressiona é que nos classificados o número de ofertas é grande, entretanto o que se pede é muita profissionalização, porém as empresas não querem remunerar de acordo.
Indignação! Essa é melhor palavra para descrever a reação de um profissional quando se candidata a uma vaga que pede formação superior na área, experiência, inglês e na entrevista descobre que o salário mal passa de R$ 550,00, podendo chegar a R$ 700,00 de acordo com as horas extras realizadas.
Enfim, paga-se mal , mas exige-se muito!
Enquanto houver reservas financeiras ótimo, mas e quando não? É por isso que não raro vemos advogados, engenheiros, trabalhando de porteiro, faxineiro, cozinheiro. Não que tais profissões não sejam dignas, mas sabemos que não exigem curso superior e tem coisa mais triste que alguém se dedicar no mínimo 4 anos dentro de uma sala de aula para depois se ver diante de uma pessoa que sequer te oferece o salário base da categoria? Indignação, não há outra palavra mesmo.
Indignação! Essa é melhor palavra para descrever a reação de um profissional quando se candidata a uma vaga que pede formação superior na área, experiência, inglês e na entrevista descobre que o salário mal passa de R$ 550,00, podendo chegar a R$ 700,00 de acordo com as horas extras realizadas.
Enfim, paga-se mal , mas exige-se muito!
Enquanto houver reservas financeiras ótimo, mas e quando não? É por isso que não raro vemos advogados, engenheiros, trabalhando de porteiro, faxineiro, cozinheiro. Não que tais profissões não sejam dignas, mas sabemos que não exigem curso superior e tem coisa mais triste que alguém se dedicar no mínimo 4 anos dentro de uma sala de aula para depois se ver diante de uma pessoa que sequer te oferece o salário base da categoria? Indignação, não há outra palavra mesmo.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
Os caloteiros de plantão
É incrível constatar o quanto algumas pessoas além da falta de caráter conseguem ser tão inescrupulosas. Hoje em dia o devedor se sente indignado quando cobrado, ao ponto de se achar no direito de gritar, ofender e até agredir a pessoa que o cobra.
Pergunto-me quando foi que as pessoas perderam tanto a moral assim, quando foi que a palavra confiança perdeu totalmente o significado, ou ainda quando foi que a "palavra" deixou de ter valor. Honra??? Isso é coisa é do passado, e muito distante.
Entretanto, mesmo presenciando tantas e tantas vezes tais atitudes imorais continuo acreditando que aquele que honra seus compromissos e cumpre seus deveres merece sim mérito, mesmo que a sociedade não mais perceba tal valor, porém a consciência é ainda mais importante. Mas por acaso pessoas de má índole possuem consciência? Fica a incógnita.
Pergunto-me quando foi que as pessoas perderam tanto a moral assim, quando foi que a palavra confiança perdeu totalmente o significado, ou ainda quando foi que a "palavra" deixou de ter valor. Honra??? Isso é coisa é do passado, e muito distante.
Entretanto, mesmo presenciando tantas e tantas vezes tais atitudes imorais continuo acreditando que aquele que honra seus compromissos e cumpre seus deveres merece sim mérito, mesmo que a sociedade não mais perceba tal valor, porém a consciência é ainda mais importante. Mas por acaso pessoas de má índole possuem consciência? Fica a incógnita.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
O caçador de Pipas

Há muito não me debruçava em um livro com tanta intensidade, li aquelas mais de 300 páginas em dois dias e meio, até uma enxaqueca terrível provoquei. Mas quem gosta de ler de verdade sabe o que é você iniciar uma leitura e se ver preso a ela, querendo sempre saber mais e mais os próximos acontecimentos.
O livro em questão trás uma história triste, às vezes pesada, de dois meninos do Afeganistão, país que conhecemos muito e pouco ao mesmo tempo. Não há como imaginar tantas as diferenças sempre existentes dentro daquele território e supor que as coisas poderiam piorar ainda mais. A guerra, as invasões foram cruéis com aquele povo, mas a discriminação entre eles próprios (lá eles se dividem por etnias) sempre existiu.
Voltando ao livro eu recomendo, apesar de todo fim não ser o que a gente espera... Quanto ao filme que estréia hoje estou tentada a ver e dar outros rostos aos meus personagens, porém confesso certo receio porque o filme nunca supera o livro, que é sempre cheio de detalhes, dramas e verdades não censuradas.
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
Caso Madeleine
Quando vemos notícias como o desaparecimento dessa garota inglesa o mundo todo se choca, se sensibiliza e depois acaba no esquecimento como a maioria das notícias ruins e comuns que se vêm nos telejornais, entretanto o caso em questão virou um espetáculo, mas o mais impressionante é que tudo isso se deve à postura dos próprios pais da menina.
Concordo que pai algum quer que o desaparecimento de um filho seja esquecido, mas não deve ser esquecido por aqueles que investigam e não pela mídia mundial.
A notícia divulgada hoje choca qualquer ser humano sensato, afinal fazer do ocorrido um filme para arrecadar dinheiro para o tal fundo criado pelos pais é no mínimo uma irracionalidade.
As especulações em torno do fato são muitas, talvez como em muitos casos esse também fique sem solução, mas que modo estranho de sofrer a perda de um filho não acham?
Muitas pessoas acreditam que dinheiro algum paga a vida de um ser querido, e a quantia já arrecadada ultrapassa qualquer quantia necessária para auxiliar nas buscas, nas investigações, etc, etc, e o destino final de tantos dólares sempre será uma incógnita.
Concordo que pai algum quer que o desaparecimento de um filho seja esquecido, mas não deve ser esquecido por aqueles que investigam e não pela mídia mundial.
A notícia divulgada hoje choca qualquer ser humano sensato, afinal fazer do ocorrido um filme para arrecadar dinheiro para o tal fundo criado pelos pais é no mínimo uma irracionalidade.
As especulações em torno do fato são muitas, talvez como em muitos casos esse também fique sem solução, mas que modo estranho de sofrer a perda de um filho não acham?
Muitas pessoas acreditam que dinheiro algum paga a vida de um ser querido, e a quantia já arrecadada ultrapassa qualquer quantia necessária para auxiliar nas buscas, nas investigações, etc, etc, e o destino final de tantos dólares sempre será uma incógnita.
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