terça-feira, 29 de outubro de 2013

Refém das Redes Sociais

Você já olhou quantos amigos tem no facebook por exemplo? Garanto que são muitos, mas você bem sabe que ali nem a metade você realmente considera um amigo, mas a intenção não é entrar no mérito do que significa amizade, o intuito aqui é outro, é tratar do fato de que você mesmo sendo dono do seu perfil, se vê muitas vezes refém disso tudo. No início foi maravilhoso poder ter contato com pessoas distantes que lhe são queridas, parentes esquecidos, a turma da faculdade etc, mas de repente teu vizinho te convida, a garota que você se afastou por motivos infinitos também te convida, o pessoal do trabalho, enfim, diversas e diversas pessoas que você não tinha a mínima intenção de dividir sua intimidade, fotos, pensamentos! Mas como recusar? Ignorar foi uma boa tática até que as cobranças vieram e você se viu em uma saia mais justa ainda. Desistir e sumir da rede foi uma hipótese levantada, mas seria como se tornar ainda mais refém, sendo obrigado a deixar algo de lado por conta de outras pessoas. Refém, como essa palavra cai perfeitamente no assunto aqui abordado, afinal lá se foi a liberdade que sentia antes de postar fotos, soltar piadinhas entre amigos e tudo o mais. Hoje apenas abre, olha e quando cansa fecha tudo e resolve ligar para quem tem saudade de verdade. Sim, porque desses nomes você não precisa de muito para lembrar. Santo celular!!!

4 comentários:

Antonio Souza disse...

Vivo esta aporia! Se sim (me afasto) há dano social, se não (me afasto) há desgaste intrapessoal. A verdade é tenho para não ficar a cada dia mais fora da "bolha"...
Interessante sua expressão!

Rodrigo de Souza disse...

Parabéns pelo texto. Achei seu blog por acaso, clicando em "Próximo blog>>"!
Realmente é um paradoxo. Eu (crítico e sarcástico) não consigo me manifestar livremente, mesmo tomando cuidado para não ofender pessoalmente ninguém. Cheguei ao ponto de criar uma conta paralela para manifestar minha criatividade mais livremente.

Luiza Versamore disse...

Nossa, bem verdade isso que você abordou. Gostei muito da maneira como escreve. Eu saí do facebook e voltei com meu pseudônimo. Foi o máximo que pude fazer, o constrangimento definitivamente não é algo com o qual gostaria de conviver...
Um beijo!

Cácia disse...

"Tenho facebook logo existo" a parte má é detestar a frase e mesmo assim, (in)conscientemente fazer uso dela e dar-lhe razão.
O bom é ainda haverem pessoas que desistem... infelizmente, e agora sem os parênteses ele anda a ganhar terreno.